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Blog de alexandresiqueira08
 


Gestão da qualidade: Técnicas para fazer um diagnóstico de processo

Para fazer um diagnóstico correto em busca das causas das variações que estão resultando em peças defeituosas, o gestor conta com inúmeras ferramentas para auxiliá-lo. Desde a conhecida intuição até as mais sofisticadas análises estatísticas. Cabe ressaltar que o método intuitivo é mais usado do que supomos e não deixa de ter sua importância, tendo a seu favor a rapidez na identificação do problema. Normalmente a intuição é usada quando acompanhada da experiência do analista ou de algum especialista no assunto. Contudo, alguns problemas frequentemente são encontrados em áreas onde há falta de experiência anterior, (levando em conta que a modernização de máquinas e equipamentos são constantes, torna-se muito difícil encontrar especialista no assunto) sendo necessário uma forte vontade de diminuir os defeitos de forma objetiva, tendo por base métodos comprovados de eficiência e segurança. Uma das inúmeras outras ferramentas que atende a este anseio é o método estatístico, pois a forma estatística de analisar as causas de defeitos constituem  meio mais eficaz para esta observação.
    De acordo com Histoshi  Kume (p.6) do livro Métodos Estatísticos para a melhoria da qualidade, “Os métodos estatísticos proporcionam um meio muito eficaz para o desenvolvimento de novas tecnologias e controle da qualidade em processos de manufatura.”
    A prova mais cabal de que a estatística esteja tornando-se parte dos instrumentos normais de um engenheiro é que no curso de engenharia de produção que leciono, a matéria estatística é um pré-requisito para as aulas de gestão da qualidade, ou seja, é impossível a um engenheiro ou gestor tentar trabalhar com qualidade sem antes não conhecer estatística, e além disto, não basta conhecer os métodos estatísticos em si, mas ter a capacidade de bem aplicá-los.
    Para iniciar o trabalho de diagnóstico de processo usando o método estatístico é necessário definir  bem seus objetivos, isto quer dizer, o que se pretende. Uma vez feito esta definição, parte-se para definir seu propósito, por exemplo, suponha-se que numa granja se queira saber a relação entre a morte de frangos com o inverno. (Isto foi apenas para exemplificar o que é o propósito do trabalho).
    Uma vez definido seu objetivo e propósito de trabalho, parte-se para coleta de dados. Dados são guias para nossas ações. Cabe ressaltar que na coleta de dados é importante dividir um grupo de dados em diversos subgrupos com base em certos fatores sob pena de perder informações importantes. Os dados devem ser coletados de forma ampla, em diversos horários do dia e sob diversas situações. Por isto faz-se necessário dividir a coleta em subgrupos, também denominado de estratificação. Estratificação então, é o processo pelo qual se divide em grupo e subgrupos os dados que se queira trabalhar.
    No exemplo anterior onde o propósito é definir se existe uma relação de mortes de frangos com o inverno numa hipotética granja, estamos trabalhando com relação entre mortes x inverno, portanto a coleta deve estar disponível em pares e com isto usa-se o diagrama de dispersão (assunto que vamos estudar no momento oportuno).
    Não devemos esquecer que as medições precisam ser confiáveis, pois se a própria medição não for confiável, todo o trabalho é perdido. Dois inspetores medindo os mesmos dados porem com equipamento de medição inadequado, teremos resultados diferenciados para o mesmo problema e a solução torna-se impossível.
    No próximo assunto, vamos estudar a maneira de registrar os dados levantados. Até o nosso próximo encontro.

Referências Bibliográficas:
Kume, Histoshi.
    Métodos estatísticos para melhoria da qualidade/Histoshi Kume; tradução de Dario Ikuo Miyake; revisão técnica de Alberto Wunderler Ramos – São Paulo: Editora Gente, 1993.

    
Alexandre Siqueira da Silva é consultor e professor de planejamento e gestão da qualidade na Fundação Presidente Antônio Carlos de Ubá-MG.




Escrito por Alexandre Siqueira da Silva às 15h24
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Gestão da qualidade: Produtos defeituosos (Causas e diagnósticos)

            Estamos tão acostumados a tratar os desperdícios em nossas fábricas como algo natural, inerente ao processo e que fazem parte da rotina, que deixamos escapar a possibilidade de mensurar o quanto este “valor” afeta na nossa competitividade, tornando-nos vulneráveis à competição mercadológica que a cada dia torna-se mais rigorosa.

            O perigo é quando passamos a acreditar que itens defeituosos não possam ser definitivamente eliminados ou que eles são inevitáveis por estarem sujeitos a inúmeras situações incontroláveis de variações.  Quando alguém afirma que pode sim eliminar os defeitos a zero as sobrancelhas se levantam e a confusão começa. Contudo, seja no Brasil, EUA, França, Japão ou Alemanha, a causa de qualquer defeito é uma só: “Variação”.

            É necessário difundir a crença que se pode intervir nesta variação e assim eliminar o problema.  Obviamente não é uma tarefa tão simples quanto a simplicidade da frase aqui mencionada, requer muito estudo, e um rigoroso trabalho de observação e análise, diagnóstico e uso de ferramentas.

            As variações mais comuns são: variações nos materiais, nos equipamentos, nos métodos de trabalho adotados, na forma de inspecionar, no tratamento térmico, nas habilidades dos operários e neste aspecto incluo o aspecto físico, mental, espiritual e na sua disposição e motivação para executar o seu trabalho. Havendo redução nestas variações os defeitos certamente serão reduzidos ou até mesmo eliminados.

            Conforme consta no livro Métodos estatísticos para a melhoria da qualidade de Histoshi Kume (p.5) “Os defeitos são causados por variações. Se estas variações forem reduzidas, os efeitos certamente diminuirão. Este é um princípio simples e forte, que é válido independentemente dos tipos de produtos ou métodos de produção envolvidos”.

            Em relação às variações mencionadas, faço uma pequena ressalva, nem todas as variações teremos controles, ou seja: Eu poderia controlar a variação de humor de um dos meus operários partindo do princípio que se trata de um ser humano composto de toda a sorte de energia emocional? Óbvio que não! Então separamos estas variações em dois grupos: As que afetam a qualidade e outras que embora existam não irá afetar e esta, deixa-se de lado. Em suma, é importante encontrar as poucas causas, porém vitais para manutenção da qualidade e evitar ficar perdido num emaranhado de variáveis que terão pouco impacto no resultado final.

            De acordo com Histoshi  Kume (p.5) “ O procedimento de encontrar as causas de defeitos, dentre muitos outros fatores, é chamado de diagnóstico do processo”. Este diagnóstico tem por objetivo identificar as causas vitais de variações que estão causando defeitos em peças produzidas.

            Para fazer este diagnóstico existem diversas ferramentas. Mas este é um tema para novos artigos que vão se complementando paulatinamente.

 

Referências Bibliográficas:

Kume, Histoshi.

            Métodos estatísticos para melhoria da qualidade/Histoshi Kume; tradução de Dario Ikuo Miyake; revisão técnica de Alberto Wunderler Ramos – São Paulo: Editora Gente, 1993.

 

 

Alexandre Siqueira da Silva é consultor e professor de planejamento e gestão da qualidade na Fundação Presidente Antônio Carlos de Ubá-MG.

 



Escrito por Alexandre Siqueira da Silva às 09h42
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Siqueira Silva Consultoria & Negócios

Siqueira Silva Consultoria & Negócios

 

 

            Dia 13 de setembro de 2011 inaugurei a empresa Siqueira Silva Consultoria & Negócios, que tem por atividade fazer uma avaliação independente existente dentro de uma organização destinada a revisão das operações contábeis, financeiras, fiscais, etc e o resultado do trabalho visa prestar assessoria à administração. O foco principal é a microempresa, pois este segmento não possui acesso a modernas técnicas de administração e muitas vezes o fracasso resulta da falta de implantação de controles específicos que possam assessorar os proprietários das empresas.

            Defini que, tão logo a minha empresa começasse a operar, ela teria por missão “Desenvolver e disseminar conhecimento de teorias e métodos de Administração de Empresas, aperfeiçoando o desempenho das instituições brasileiras através de três linhas básicas de atividade: educação, pesquisa e consultoria”

            Com esta missão definida, fica mais fácil trabalhar, pois em todas as minhas ações, esta missão estará alertando-me para que eu não desvie do foco proposto.



Escrito por Alexandre Siqueira da Silva às 18h00
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O Início

Dia 12/08/2011 - Sexta-feira

Este é meu blog, inicio hoje uma nova trajetória e senti a necessidade de postar minhas idéias, percepções, estudos e experiências na esperança de ser útil a alguém.. Agradeço as pessoas que acessarem meu blog, pois buscarei preenchê-lo de assuntos diversos e relatos de vida e experiências do meu dia a dia.

Sou professor finanças, matemática financeira, gestão da qualidade e atualmente consultor de empresas. Estou envolvido com estudos, pois a arte de administrar me fascina. Quero postar neste blog as pesquisas que pretendo desenvolver, artigos, temas de interesse de estudantes, pesquisadores, empresários. Sou formado em Administração e especializado em finanças. Um apaixonado pelo tema e pela profissão.

Espero que façam bom uso dos meus artigos e que os mesmos auxiliem no crescimento da administração de empresas no Brasil.

Peço a Deus que ilumine a minha cabeça de modo a fazer o melhor para quem busque no meu blog um pouco de conhecimento.

Um forte abraço,

Alexandre Siqueira da Silva

 

 



Escrito por Alexandre Siqueira da Silva às 20h14
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